Ainda que...

Hb 3. 17-19


As palavras do profeta Habacuque são introduzidas por uma expressão que indica concessão, isto é, um ato de permissão.
Mas permissão para quê?

Tenho certeza de que o desejo de Habacuque era ver a figueira mais florida do que nunca e os campos repletos de mantimentos; tenho certeza de que o profeta queria contemplar e vivenciar tempos de prosperidade e bonança.
Mas eu sei também que havia um desejo maior do que esses no coração de Habacuque: o de adorar ao Senhor. E para isso a figueira poderia ou não estar florida e os campos poderiam ou não produzir mantimentos. Mesmo que Habacuque não contemplasse tempos de fartura, ele daria a si mesmo a permissão de continuar exultando no Senhor.

Para adorar a Deus não é preciso que as circunstâncias estejam boas. A verdadeira adoração não depende daquilo que Deus faz em nosso favor, mas da decisão que tomamos todos os dias de louvá-lo até mesmo quando o milagre, que tanto esperamos, não acontece.

Daniel adorou a Deus no palácio da Babilônia, mas ele não deixou de adorar quando foi lançado na cova de leões .
Hananias, Azarias e Misael adoraram o Senhor no palácio, mas não deixaram de adorar diante da fornalha de fogo.
Paulo e Silas adoraram a Deus nas reuniões de culto ao Senhor com os demais cristãos, mas não deixaram de adorar na prisão.

Deus está à procura dos verdadeiros adoradores, aqueles que adoram independetemente das circunstâncias, das crises, dos acontecimentos. Aqueles que não idolatram seu problema, mas dizem para ele: "O meu Deus é maior e Ele está no controle da minha história!".

Não é fácil! Mas é possível!
Ainda que tudo se abale, meu querido irmão, conceda a si mesmo o privilégio de continuar se alegrando e exultando no SENHOR, o Deus da nossa Salvação!